stqqssd
 
 
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
24
26
27
28
29
 
 
RELATÓRIO DE BOLONHA 

O PROCESSO DE BOLONHA NA ESMAE


I - ESMAE  Passado e Presente

 

A ESMAE é uma escola artística que promove uma educação global com novas modalidades de formação e novas formas de relacionamento, que entende o processo de criação artística como acto colectivo e de participação, que valoriza e torna central a componente do projecto e do trabalho experimental. Consideramos que o Projecto (nas suas variadas designações nos três departamentos, cursos e variantes: Projecto; Projecto Individual; Interpretação e Projecto; Produção; Instrumento; Composição; Canto; Música de Câmara; Práticas Colectivas; etc.), entendido como espaço de interdisciplinaridade e de desenvolvimento de competências transversais, é a grande razão de ser do Projecto Educativo da ESMAE.

 

II - Ano 2009/2010 - Aplicação do Processo de Bolonha


Três anos passaram sobre a aplicação do Processo de Bolonha, este tempo que de certa forma completa um primeiro ciclo de aprendizagem, permite já perceber algumas mudanças operadas com a concretização do Processo de Bolonha.

A ESMAE iniciou no ano 2007/2008 a aplicação do processo de Bolonha com os cursos de Teatro e de Música. O processo de adequação dos seus cursos encontra-se agora concluído. Converter planos antigos, com estruturas curriculares com conteúdos e créditos diferentes, a novos planos gera sempre dúvidas no início e, por vezes, mesmo injustiças. É necessário encontrar soluções de creditação sérias e seguras que reconheçam as competências visadas nos planos anteriores. Os planos curriculares vigentes são actualmente inteiramente adaptados a Bolonha. O currículo adquiriu uma nova estrutura semestral. Esta nova organização continua a suscitar debate aberto entre docentes, pelo que esperamos, findo este ciclo, encontrar as soluções mais acertadas. Encontra-se neste momento um grupo de trabalho em cada departamento a estudar e desenvolver as melhores formas para encontrar os ajustes mais adequados ao currículo, planos estudos e acreditação correspondente. Adoptou-se o sistema  internacional de créditos - ECTS, permitindo que o currículo, globalmente, e as unidades curriculares, em particular, tenham uma clara identidade e tradução numérica, resultando de um maior  equilíbrio entre o tempo de contacto com o docente e o tempo de trabalho autónomo do aluno (este último agora claramente valorizado).

Estes créditos facilitam também a mobilidade, tornando os currículos mais próximos, numa comunidade global, e equiparáveis em diferentes instituições de ensino a nível internacional. O paradigma de ensino passou de um modelo centrado no professor para um modelo mais relacional (professor/aluno). Repensou-se uma nova avaliação, produziram-se documentos de orientação e criaram-se novos dispositivos e suportes de avaliação. Medidas como a figura do Professor Tutor, a prática da Orientação Tutorial e a criação do Portefólio, como documento individual do aluno e regulador da sua vida na Escola, são mudanças que consideramos positivas e que levaram ao desenvolvimento de novas práticas pedagógicas. Passou-se de uma pedagogia por objectivos para uma pedagogia por competências.

Estas novas práticas levam a um tipo de ensino mais participado, mais aberto e mais activo.

A seguir descreveremos, de uma forma sucinta, os resultados deste tempo de aplicação de Bolonha nos cursos de Teatro de Música e Artes da imagem. Enunciaremos as principais mudanças e adequações, assim como os pontos fortes e fracos de cada um deles.

 

 

III - O Processo de Bolonha no Curso de Música da ESMAE

 

O Departamento de Música visa a formação ao mais alto nível de profissionais ligados à música: instrumentistas, cantores, compositores, docentes para o ensino de música especializado, e técnicos de som, audiovisual e multimédia.

O Curso de Música é concretizado em 6 Variantes: Canto, Composição, Instrumento, Jazz, Música Antiga e Produção e Tecnologias da Música (PTM). Todas as Variantes correspondem a um Plano de Estudos autónomo, excepto Instrumento, que tem 5 Planos correspondentes aos 5 Ramos em que se divide: Cordas (Violino, Viola, Violoncelo e Contrabaixo); Cordas (Guitarra); Percussão; Piano e Teclas; e Sopros (Flauta, Oboé, Clarinete, Fagote, Saxofone, Trompa, Trompete, Trombone e Tuba). Os Cursos de Jazz e Música Antiga abrangem também uma diversidade de instrumentos (totalizando respectivamente 11 e 9 especialidades).

Temos, deste modo, um complicado puzzle para o Departamento de Música: Um curso (Música) dividido em 6 Variantes, concretizado em 10 Planos Curriculares, e materializado em 47 especialidades diferentes.

Para além dos cursos tradicionalmente existentes numa escola de ensino superior de música (Instrumento, Canto, Composição) devem salientar-se 3 variantes, por serem inovadoras a nível nacional:

- O curso de PTM forma profissionais com profundo conhecimento do som, audiovisual e multimédia, e dispõe de um Laboratório de Acústica;

- O curso superior de Jazz, único do género em Portugal, iniciado em 2001/02;

- O curso de Música Antiga, iniciado mais recentemente (2004/05), que resulta da transformação dos antigos cursos de Cravo e de Flauta de Bisel, tanto pelo alargamento da componente teórica e prática específica da música antiga, como pela implementação de novas opções.

 

O Processo de Bolonha adaptou os cursos citados, à luz de novos paradigmas, mas é justo afirmar que a lógica científica e pedagógica se manteve no essencial: pretende-se reproduzir internamente, tanto quanto uma escola o permite, e de um modo progressivo, a actividade musical nas suas múltiplas valências - que os alunos irão concretizar na sua futura profissão como músicos, performers, compositores, professores, produtores ou técnicos de som.

Em termos gerais, pode afirmar-se a especificidade do Departamento de Música:

- Num ensino direccionado para a prática musical, ao mais alto nível, em particular no que respeita à execução/performance – tanto ao nível individual (solista), como em pequenos grupos (Música de Câmara, Práticas Colectivas, Combo) e em formações alargadas (Orquestra, Orquestra de Jazz, Orquestra de Saxofones, Coro);

- Numa relação professor/aluno personalizada, em particular porque a esmagadora maioria dos alunos tem uma aula individual de instrumento (ou canto ou composição), que traduz o máximo envolvimento na relação professor/aluno.

- Num modelo de financiamento que não se dilui no modelo-padrão “ensino artístico”, pois tem que contemplar esta especificidade. O ensino artístico é feito em pequenos grupos, mas o ensino de um instrumento pressupõe a aula individual, numa prática instituída há centenas de anos e enraizada na melhor tradição europeia.

A 27/08/2010 foram publicados em Diário da República as alterações efectuadas no curso de Música sendo comum a todos planos de Música a que se aplica: Instrumento (Cordas, Cordas / Guitarra, Piano, Percussão e Sopros), Canto, Composição, Jazz e Música Antiga. A fundamentação das decisões consta dos documentos aprovados pelo CTC da ESMAE em 30/06/2010 e 30/07/2010.

O propósito desta alteração foi o de concentrar, em menor número de unidades curriculares [UCs], o Tronco Comum de Teoria partilhado pelas várias variantes e ramos do curso de Música. Mantêm-se os objectivos e áreas científicas de cada currículo de Música. Procura-se adequar e equilibrar o plano de estudos ao esforço dos estudantes ao longo do ciclo de estudos, em particular no que se refere às UCs de teoria e às UCs opcionais.

O número de unidades curriculares obrigatórias da área de teoria diminui. São mantidas as competências gerais dentro de cada área científica de teoria, integrando-as nas UCs que permanecem. As UCs suprimidas do currículo obrigatório são creditadas como opcionais.

A UC “Músicas do Mundo” é incluída em Jazz e a UC “História da Música Contemporânea II” é incluída em Composição, pela sua relação directa com esses cursos. Estas duas UCs são partilhadas por quase todas as variantes de Música.

Foi repensada a distribuição de horas lectivas em cada UC de teoria, promovendo critérios unificadores. Indica-se uma 1 hora de orientação tutorial em cada UC do tronco comum de teoria: é um valor médio, por aluno, e pode ser feita individualmente ou em grupos pequenos.

Não há alterações nas unidades curriculares específicas. Há uma pequena excepção na variante de Canto: são acrescentadas duas UCs no 1º ano (Colectivo I e II), promovendo-se assim situações de prática musical colectiva, em UCs partilhadas por todas as variantes performativas de Música.

No ano final da licenciatura, em que o estudante se concentra nas UCs específicas mais relevantes, o nº de UCs de teoria é menor. O total de créditos das UCs de teoria mantém-se, após redistribuição adequada.

 

 

A passagem para uma organização semestral pode obrigar a uma melhor delimitação de conteúdos e competências, mas a sua extensão a todo o plano de estudos tem levantado graves problemas em algumas áreas, nomeadamente na UC de Instrumento.

A adopção do polémico título “Licenciatura” a uma formação concentrada em 3 anos levanta muitas questões que só o tempo resolverá, na condição de a escola estar atenta, pensar e propor atempadamente alternativas viáveis aos problemas concretos.

 

Total de alunos no ano lectivo 2009/2010 no curso de Música:

Entraram 142 alunos 

Saíram 81 alunos

 

 

 

IV - O Processo de Bolonha no Curso de Teatro da ESMAE

 

O Processo de Bolonha, ao ter tido como efeito a transformação de uma licenciatura bietápica de 4 anos numa licenciatura de 3 anos, igualando o antigo bacharelato à actual licenciatura, obrigou a que a formação desenvolvida se voltasse para níveis de formação básicos, perdendo-se algum poder de reflexão/maturação na formação dos alunos. Assim, a obrigatoriedade de dar o título de licenciatura a uma formação inicial parece não coincidir com a realidade e o espírito de Bolonha, para além de neste momento impedir os alunos com o antigo bacharelato de se candidatarem ao actual 2º ciclo (mestrado).

As UCs de Produção continuam a ser o núcleo da formação dos alunos do Curso de Teatro da ESMAE. Esta é uma marca que vem do momento da fundação da Escola e que não se perdeu.

A actual organização em semestres obriga a que o ano lectivo se estenda até ao final do mês de Julho, já que as paragens lectivas para a efectivação dessas UCs – mesmo tendo passado de 5 para 3 semanas – e a existência de duas épocas de exames - obrigam a que durante ano lectivo existam por cada semestre 6 semanas “sem” aulas, condensando o período lectivo em 15 semanas de aulas. Isto levou a um ensino com perdas em termos de maturação das aprendizagens, porque à falta de tempo alia-se uma não autonomia de pesquisa por parte dos alunos. Os ingredientes estão lá; poderá vir a faltar tempo ao lume. Um espírito tecnicista poderá despertar, o que não é compatível com uma formação superior.

Por outro lado, a passagem para uma organização semestral poderá obrigar a uma «arrumação» mais eficaz dos conteúdos e a permitir aos alunos uma informação mais atempada sobre as competências obtidas.

Os alunos do Curso de Teatro da ESMAE sempre foram formados num espírito de aquisição de competências que lhes permitisse uma adaptação ao mundo profissional, pelo que o seu sucesso escolar sempre foi perspectivado para uma boa inserção na vida activa, o que pressupõe o desenvolvimento de competências curriculares e extracurriculares que lhes permitam a sobrevivência na cidade, no país, no mundo real. Formamos «operários» para uma «fábrica», mas capazes de a alterar, e não artistas para brilharem num palco idealizado.

A experiência não se pode dizer nem óptima, nem totalmente negativa. Há que reflectir para que as mudanças a introduzir conduzam a uma melhor organização do Curso e consequente sucesso dos nossos alunos.

Está neste momento organizado um grupo de trabalho, para consolidar as alterações a efectuar nos planos de estudo para o próximo ano lectivo.


Total de alunos no ano lectivo 2009/2010 no curso de Teatro:

Entraram 50 alunos 

Saíram 13 alunos

 

 

 

V - O Processo de Bolonha nos Cursos de Tecnologia da Comunicação

 

Plano de Transição

 

No curso de Tecnologia da Comunicação Audiovisual, a passagem de uma licenciatura bietápica de 5 para uma de 3 anos obrigou a que o plano de estudos se baseasse numa formação sem espaço suficiente para uma reflexão e maturação adequadas a um ensino superior artístico e tecnológico. A redução de 5 anos para 3 anos não permitiu incluir o estágio curricular e, originando um maior afastamento dos alunos de uma aplicabilidade académica de âmbito empresarial.

A introdução do regime semestral ajudou-nos a reenquadrar as áreas dentro de um contacto e um calendário reduzidos. Já a adaptação dos estudantes ao regime semestral, particularmente, na necessidade de dar resposta mais rápida a muitas e variadas solicitações académicas, não foi muito positiva.

A introdução das unidades curriculares semestrais impôs uma maior interdisciplinaridade das Ucs, particularmente, no  2º semestre do 2ºano e no 3º ano do curso, estabelecendo um maior controlo das matérias programáticas.

O curso de Tecnologia da Comunicação Multimédia já estava enquadrado nos parâmetros do Processo de Bolonha.

 

Sistema de Créditos

O Curso adoptou, dentro da margem prevista pelo regulamento, um máximo de 1980 horas anuais, a que correspondem, assim, a um semestre 330 horas de trabalho do aluno. A divisão destas horas de trabalho pelas semanas de um semestre não pode conduzir a uma semana em que se exija que o aluno trabalhe mais de 42 horas por semana. Assim, os semestres têm a duração de 20 semanas (15 semanas de trabalho lectivo e 5 semanas para a avaliação da disciplina). Regra geral, no processo de adequação do curso contemplou-se uma redução das cargas lectivas presenciais, as quais foram substituídas por outras modalidades formativas.

 

O Curso oferece as seguintes actividades educativas:

- Aulas teóricas;
- Aulas práticas ou Teórico/práticas;
- Seminários;
- Orientações tutoriais.

 

Aquisição de competências

Promoveu-se a ligação protocolar com entidades profissionais de reconhecido mérito, inserindo os estudantes num acompanhamento de projectos académicos e profissionais, em vários períodos ao longo do ano lectivo, com a Casa da Música no Porto, o Festival Internacional de Curtas-Metragens, o Jornal Público, o Jornal de Notícias, a Unicer, a Galeria Cinematográfica – Solar de Vila do Conde, a Escola Superior de Engenharia do Porto, a Universidade Júnior, FCT – ‘Ciência Viva’ – Estágios (Parceria com o ISEP), o Teatro Nacional S. João, a Câmara Municipal do Porto, a Fundação de Serralves, as Conversas às Quartas-feiras – FNAC, o Metro do Porto e a RTP – Porto, entre outros.

Desenvolveram-se iniciativas de inclusão de jovens licenciados na vida activa, através das seguintes iniciativas: Estágios Internos (bolseiros por seis meses) do Instituto Politécnico do Porto, no Projecto ‘Porto – Futuro’ – produção de documentários com personalidades portuguesas uma parceria com a Câmara Municipal do Porto, Realização e Produção de um Documentário sobre ‘O meu coração ficará no Porto’sobre o General Humberto Delgado. Promoção, divulgação e edição de um catálogo anual de dois diplomados do Curso, juntamente com a galeria Solar de Vila do Conde e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Implementação de novas práticas pedagógicas

Foram incluídas áreas de formação complementar no Plano de Actividades do Curso três iniciativas anuais com diferentes objectivos: a primeira - ‘Imagens do Real Imaginado’ – Ciclo de Conferências de Fotografia e Cinema, com contacto directo com realizadores, fotógrafos, académicos nacionais e internacionais, que promovem a discussão de temáticas de reflexão sobre as diferentes áreas científicas de formação do Curso; a segunda - ‘Semana Aberta’, com uma maior incidência em formações extra-curriculares de actualização de meios técnicos e produções actualizadas, no âmbito do audiovisual workshops / oficinas intensivas de novas tecnologias; a terceira ‘Exposição Final’, mostra final público com edição em catálogo de todos os trabalhos dos finalistas do Cursos num espaço fora da escola.

 

Promoção do Sucesso Escolar

O Curso tem apostado num modelo de ensino que permita aos alunos trabalharem o mais possível a componente prática conseguindo, desta forma, que os alunos sintam uma vontade acrescida de trabalho. Prova desse esforço é a criação de laboratórios que permitam que cada aluno disponha de um equipamento informativo individual e a permanente actualização, quer de equipamentos quer de aplicativos.

 

Promoção do desenvolvimento de competências extracurriculares

O curso promove diversas actividades extracurriculares junto dos alunos ao longo do ano lectivo, que permitem aos mesmos adquirir competências para além das obtidas no âmbito do currículo do curso. Dessas iniciativas destacamos a Semana Aberta, em que se promovem seminários para os alunos com matérias extracurriculares e o contacto com tecnologias e temáticas não disponíveis ainda no curso, e os Encontros do Real e Imaginário.

Esta última iniciativa, que já tem um papel importante na agenda cultural do Porto, promove o contacto dos alunos com temáticas ligadas ao curso, a possibilidade de acederem a outras temáticas, e ainda a oportunidade de discutirem com as “forças” culturais da cidade.

Outras iniciativas a destacar são a adesão ao projecto da Universidade do Porto, “Universidade Júnior”, e o Programa Ciência Viva.

 

Promoção da inserção na vida activa

Ao longo do curso, e especialmente no último ano lectivo, foram promovidas exposições dos trabalhos dos alunos e a sua participação em concursos e festivais.

Durante as iniciativas “Semana Aberta” e “Imagens do Real e Imaginário” os alunos contactam com diversos operadores na área da produção audiovisual.

Salienta-se ainda a execução de trabalhos, ao abrigo de disciplinas do curso, para empresas da região.

Fez-se ainda a divulgação do curso para diversas empresas e organismos da região.

 

Total de alunos no ano lectivo 2009/2010 no Departamento de Artes da Imagem:

Entraram 180 alunos 

Saíram 50 alunos

 

 

 

VI - ESMAE  - Outros Projectos e Iniciativas

 

1. Desenvolvimento Competências Extracurriculares

Como medidas de Promoção do desenvolvimento de competências extracurriculares, podemos referir, entre outras, a Realização do Festival SET – Semana das Escolas de Teatro, já na sua segunda edição, que visa reunir todas as escolas do país – profissionais, superiores e universitárias – de teatro ou com cursos ligados à área teatral, numa mostra de sete dias, a decorrer na cidade do Porto. Esta edição teve a participação de 13 Escolas e cerca de 300 participantes, em cerca de 60 actividades distintas: espectáculos, acções de formação e outras actividades diversas.

De notar igualmente os Encontros de Música de Câmara, a Semana PTM e o HARMOS Festival. Este último surge com base no HARMOS Project – European Multilingual digital data collection for multimedia content in music heritage, e nele participam algumas das mais prestigiadas escolas de música da Europa. A Semana PTM é uma iniciativa anual, já enraizada na escola, de conferências e debates sobre uma temática específica relacionada com a Produção e Tecnologias da Música.

Referimos ainda o Cineclube e as “terças-feiras de Jazz”.

Estas actividades artísticas e culturais, de carácter regular, revelam a importância do currículo não formal, que pode e deve ser responsabilidade social da escola.

 

2. Inserção na Vida Activa

Como medidas de Promoção da inserção na Vida Activa referimos o Projecto Fábrica, que é uma espécie de nicho criativo de jovens companhias de Teatro, todas elas oriundas da ESMAE.

“A Fábrica” é um edifício adquirido pela ESMAE em 2001, destinado à instalação do Curso Superior de Dança. Presentemente, e enquanto não existem financiamentos para as obras necessárias, a Fábrica é sede de 9 grupos/companhias (maioritariamente de teatro; de vídeo/cinema; de música) estruturadas profissionalmente. É um ninho de jovens empresas que apresentam e vendem espectáculos, organizam festivais, oferecendo ainda à cidade curtas formações artísticas diversificadas e promovendo várias actividades de animação.

Apesar de ser uma realidade cultural já reconhecida no Porto, a Fábrica está dependente, em termos de instalações, do adiamento (sem data prevista) das obras que permitirão a instalação de um 4º departamento na ESMAE.

No departamento de Música têm importância decisiva, pela possibilidade de proporcionar aos alunos uma melhor facilidade de integração no seio de agrupamentos profissionais, diversos agrupamentos que fazem a ponte com o meio profissional e artístico: Orquestra Sinfónica da ESMAE, Coro Geral, Coro de Câmara, Coro de Jazz, Oficina de Música, Orquestra Portuguesa de Saxofones, Orquestra de Música Antiga e Orquestra de Jazz.

O Prémio Helena Sá Costa, relançado anualmente desde 2002, permitiu investir nas potencialidades solísticas dos alunos e ex-alunos da escola, revelando-se um importante estímulo. Os premiados, seleccionados no fim do ano lectivo, apresentam-se como solistas com a Orquestra Sinfónica da ESMAE no ano lectivo imediato.

 

3. Levantamento de Opinião

Levámos a cabo a realização e aplicação dos inquéritos pedagógicos que nos permitem analisar a satisfação dos alunos em relação aos docentes e respectivas unidades curriculares. Estes instrumentos não nos dão, no entanto, a leitura dos objectivos alcançados com estes primeiros anos de experimentação do Processo de Bolonha.

Foi também efectuada a avaliação institucional -CONTINUAR

Pretendemos num futuro breve criar e sistematizar as formas de avaliação deste ciclo. 

 


VII - Considerações Finais - Inserção no Mercado de trabalho

 

A ESMAE em 2009/2010

Apesar das dificuldades geradas e próprias dos processos de mudança, afirma cada vez mais a sua qualidade, inovação e solidez, visível no número de alunos que a procuram e no seu reconhecimento público. Afirma cada vez mais a sua identidade como escola superior artística na cidade do Porto. Deu início, com sucesso, ao 2º ciclo de estudos em Teatro, Música e Tecnologia da Comunicação Audiovisual.

Os seus alunos integram-se num mercado de trabalho de exigência e rigor. Para além do que o curso de TCAV referiu atrás, saliente-se, a título de exemplo, a criação de novos grupos de Teatro: Mau Artista, Palmilha Dentada, Teatro do Frio, Teatro Meia Volta e Depois à Esquerda quando eu Disser, Primeiro Andar, Mimicalkix, Tenda de Saias, entre outros. No que respeita à Música, diversos agrupamentos de câmara têm sido constituídos por alunos e ex-alunos da escola, sendo que em boa parte dos casos têm origem em actividades de prática colectiva que praticam enquanto alunos.

Os nossos formados no departamento de Teatro têm preenchido, com sucesso, diversos postos de trabalho, não só no mundo do espectáculo, como também no do ensino: Escolas Superiores de Educação de Coimbra e do Porto, instituições teatrais - Teatrão, Teatro Bruto, Casa da Música, Fundação de Serralves, Teca, Teatro Nacional S. João, Seiva Trupe, Companhia de Teatro de Braga, Entretanto Teatro, Assédio, Ensemble, TEP -Teatro  Experimental do Porto, Teatro da Vilarinha, Teatro da Covilhã, Teatro de Évora, Escola da Noite, Centro Cultural de Vila Flor, Teatro Maria Matos, Teatro Aberto, Almada, entre outros.

Relativamente à Música, os nossos diplomados colocam-se com êxito no mercado de trabalho, sendo de destacar, entre vários: Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra da Galiza, Remix–Ensemble e Orquestra Barroca da Casa da Música, Orquestra do Norte, Orquestra Filarmónica das Beiras, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Casa da Música, ESMAE, Conservatório de Música do Porto, Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga, Fundação Conservatório Regional de Gaia, Academia de Esposende, Escola Profissional do Vale do Ave, Escola Profissional de Arte de Mirandela e Escola Profissional de Música de Espinho.

 

Os nossos alunos enquanto profissionais fazem o melhor juízo sobre as nossas práticas, o nosso ensino e a sua aprendizagem.